Padrões obscuros: interfaces que o induzem a agir contra os seus próprios interesses
Os padrões obscuros são conceções de interfaces que orientam os utilizadores para escolhas que talvez não fizessem livremente; a armadilha do exame consiste em confundi-los com meros problemas de usabilidade.
Ouvir esta página (beta)
Os padrões obscuros são truques de conceção deliberados que o levam a tomar decisões que normalmente não tomaria, como subscrever um serviço cujo cancelamento é dificultado. A principal diferença relativamente à má usabilidade é a intenção: uma disposição confusa dos botões constitui uma conceção deficiente, mas uma ligação de cancelamento da subscrição escondida, que o obriga a ultrapassar vários obstáculos, é um padrão obscuro. Encare-o como um incentivo digital que beneficia a empresa, não o utilizador.
Para identificar um padrão obscuro em cenários de exame, procure três sinais reveladores: uma opção de recusa difícil de encontrar, caixas previamente assinaladas que o inscrevem em serviços adicionais ou um temporizador de contagem decrescente que o pressiona a comprar. Uma forma rápida de eliminar a resposta errada consiste em perguntar: esta conceção facilita ou dificulta que o utilizador faça aquilo que pretende? Se dificultar, é provavelmente um padrão obscuro. Outro truque: lembre-se de que os padrões obscuros incluem frequentemente uma mensagem de culpabilização da recusa, como «Não, obrigado, não quero poupar dinheiro».
Para se testar, imagine que está a reservar um voo e o sítio acrescenta um seguro de viagem sem lhe perguntar. Trata-se de um padrão obscuro porque altera a sua escolha sem o seu consentimento livre. Uma ajuda simples para memorizar é a expressão «truque, não erro» — se a conceção o induzir a fazer uma escolha que não faria livremente, trata-se de um padrão obscuro, não apenas de uma falha.
O que são padrões obscuros?
Conceções de interfaces que induzem os utilizadores a fazer escolhas que poderiam não fazer livremente.