Quando a automatização tem efeitos contraproducentes: três sinais de alerta
A automatização é uma má escolha quando o processo não é claro, apresenta um risco elevado, raramente se repete ou não dispõe de dados de entrada fiáveis. A armadilha no exame consiste em presumir que a automatização poupa sempre tempo.
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A automatização é uma má escolha quando o processo não é claro, apresenta um risco elevado, raramente se repete ou não dispõe de dados de entrada fiáveis. Se automatizar um fluxo de trabalho desorganizado, apenas produzirá erros mais depressa — dados de má qualidade à entrada, resultados de má qualidade à saída, mas a uma escala muito maior. Compare esta situação com uma tarefa estável e bem documentada, como o processamento mensal dos salários: essa é uma excelente candidata à automatização. Mas uma limpeza de dados pontual ou uma decisão de alto risco baseada em informações incompletas? Automatizá-las é como colocar um condutor vendado ao volante.
Para identificar a opção errada numa pergunta, procure indícios de que o processo ainda está em evolução ou de que a qualidade dos dados é fraca. Se o cenário mencionar «alterações frequentes» ou «necessidade de verificações manuais», é provável que seja prematuro recorrer à automatização. Outro truque: pergunte a si próprio se a tarefa é realizada com frequência suficiente para justificar o custo de configuração. Uma tarefa realizada uma vez por ano raramente permite recuperar o investimento na automatização. Esteja também atento a contextos de alto risco — automatizar uma etapa crítica para a segurança sem supervisão humana é um sinal de alerta.
Recorde os três sinais de alerta através de «N-R-F»: processo Não claro, Raramente repetido ou ausência de dados de entrada Fiáveis. Se qualquer um destes elementos estiver presente, a automatização é uma má escolha. Para se testar, imagine que um colega diz: «Vamos automatizar isto para poupar tempo.» A sua primeira resposta deve ser: «O processo é estável e confiamos nos dados?» Se a resposta for não, encontrou a armadilha.
Quando é que a automatização é uma má opção?
Quando o processo não é claro, comporta riscos elevados, raramente se repete ou não dispõe de dados de entrada fiáveis.